
15 de Nov de 2009
hacking rovio

4 de Ago de 2009
estatística curiosa
engraçado como no meu último post fiz referência casual a um projecto em que participei e agora quero falar em algo que está novamente relacionado com o mesmo projecto.a parte de reporting, factura electrónica ou extracto digital (como preferirem) foi precisamente o componente que desenvolvi no dito projecto e não é que hoje lhe descobri uma utilidade escondida super interessante :)
ora, juntamente com o pdf bonitinho com cores e logótipos das operadoras, vai uma folha de cálculo (excel) com os registos de passagens nas portagens, registos estes que estão identificados com a referência da portagem, direcção, data, hora, etc.
o meu caminho preferencial para o trabalho é:
- alcochete > vasco da gama > 2ª circular > a5 > oeiras

em alternativa (dependendo do que consiga saber acerca do trânsito), vou pelo eixo norte-sul (que agora começa uns kms depois do final da ponte vasco da gama) ou, em último caso (para dias complicados ou em que não quero arriscar), pela crel.
hoje, ao receber o extracto digital, reparei que era possível extrair alguns dados interessantes do mesmo.
isto é um exemplo de um registo de passagem na portagem:
depois de filtrar os dados, fazer corresponder as datas e acrescentar umas constantes, consegui perceber (e posso assegurar que, com bastante precisão) quantas horas estive no trabalho em cada dia.

se acrescentar os registos de entrada na vasco da gama e novamente mais uma constante (não há trânsito, portanto, constante) consigo extrair o tempo que demoro diariamente no caminho de casa para o trabalho

(in)felizmente não há portagem na vasco da gama em direcção a sul, logo também não há estatísticas.
1 de Ago de 2009
amargura de sexta-feira
juro que não gosto de publicar as minhas amarguras mas esta parece-me particularmente interessante.quem me dera poder ir de transportes públicos para o trabalho.. a sério, não fosse o facto de, previsivelmente, demorar umas 2 horas se o fizesse.
talvez se não tivesse de trocar de transporte 3 ou 4 vezes, o percurso teria uma duração aceitável mas a verdade é que dificilmente demoraria perto dos 35min. que demoro de carro.
apesar disto, casos como o meu são uma minoria no universo populacional que se desloca para o emprego na zona de lisboa (ou não).
as pessoas usam cada vez mais os transportes públicos, também eu o faria não fosse a minha situação incompatível.
eu andaria de transportes públicos todos os dias da semana, todinhos.. até à sexta-feira!!!
mas porque raio é que as pessoas à sexta-feira decidem todas mudar a rotina diária e se deslocam em massa no seu automóvel? não é que não tenham direito, mas porque é que o fazem? há-de haver uma razão.. eu é que não percebo qual é.
será para saírem cedo do trabalho e irem a correr para casa de fim-de-semana? será que custa assim tanto pensar um bocadinho? (sim.. estou amargurado e apetece-me chamar nomes a todos os que andam de transportes públicos todos os dias menos à sexta-feira).
será que não se apercebem que todas as sextas-feiras entopem lisboa e a ponte vasco da gama (sim.. isto é o que me chateia mais, porque todos os dias demoro 5 minutos a atravessa-la, excepto, claro está, à sexta-feira) e não só não demoram menos tempo a chegar a casa como, pior, demoram 10 vezes mais!!! (quase que me apetecia escrever em maiúsculas.. mas contive-me.. ia estragar o visual do blog)
bem sei que a situação só é notória na altura do verão uma vez que os senhores veraneantes com o seu raciocínio igualmente rápido e apurado planeiam meticulosamente o fim-de-semana no algarve e decidem após horas e horas de brainstorming que vão seguir viagem nada mais nada menos do que... na hora de ponta de sexta-feira. bem pensado hein?! (não se preocupem que eu quando tomo más decisões gozo comigo mesmo)
para este último problema (e não só) a solução talvez não seja muito complexa e passaria, na minha opinião por aumentar as tarifas das portagens nas horas de ponta excepto para quem, comprovadamente, esteja a efectuar a sua deslocação casa-trabalho ou trabalho-casa aliás, nesses casos, até defendo uma redução dos preços (dá-me jeito).
as tecnologias de identificação electrónica estão em franco desenvolvimento e muito brevemente o controlo de passagens vai ser bem mais eficiente e automatizado.
a questão dos perfis individuais e características especiais por pessoa já são suportadas pelo sistema informático - eu sei, fui eu que o fiz (era giro dizer isto) - mas, efectivamente, fiz parte do sistema e sei (mesmo) que suporta facturação individual diferenciada. :)
bem, sexta-feira que vem, estamos lá outra vez, parados na vasco da gama.
7 de Jun de 2009
investimentos
recentemente, em conversa de almoço com os amigos.. no meio dos 90% de conversa de conteúdo impróprio (para descrever aqui) que temos todos os dias, colocámos na mesa um tema interessante e mais complexo do que à partida possa parecer - o conceito de investimento.a conversa não teve grande desenvolvimento e, apesar das minhas investidas (lol) num sentido oposto, na tentativa de acender a discussão, acabámos por ficar pela definição que consta na wikipedia :)
aquilo que me parece a mim, e mesmo tendo em conta a sua definição, é que um investimento não se limita a valores materiais..
a título de exemplo, um automóvel que, como sabemos, tem uma quebra de valor elevadíssima (salvo raras excepções), geralmente é considerado um mau investimento, se é que lhe podemos chamar investimento de todo.
então e se considerarmos variáveis como rapidez, comodidade, prazer de condução? muda alguma coisa?
posso investir numa suspensão desportiva para o carro, na expectativa de que isto me proporcione maior prazer de condução? apesar de perder (quase) na totalidade o valor "investido" ?
não é investimento?
não poderei investir em alimentação? na expectativa de melhorar a minha saúde ou forma física?
não poderei investir no que quer que seja, se o valor daquilo que obtenho (qualquer que seja o tipo de valor) exceder o valor que tem para mim o que dei à troca?
são "valores" subjectivos e difíceis de comparar, mas lá está, pessoas diferentes, valores diferentes..
afinal de contas para que queremos o dinheiro? não é para melhorar o nosso bem-estar?
3 de Jun de 2009
mais produtividade
numa fase em que não tem sido fácil concentrar-me no que quero e quando quero, decidi parar para pensar um bocado naquilo que me anda a distrair..no fim, percebi por exemplo, porque é que algo tão simples(?) como manter o inbox do gmail (mas alguém usa outra coisa?) lido e respondido, é um bom começo.
a maior parte das vezes que a nossa mente salta para algo que não têm nada a ver com aquilo que estamos a fazer é provocado por, dito de uma forma genérica, "coisas que precisamos/queremos fazer/resolver mas ainda não fizemos/resolvemos e/ou não sabemos como/quando resolver/fazer"... uma pseudo-definição em jeito de expressão regular que abrange praticamente tudo aquilo que nos distrai e não devia distrair..
é claro que há coisas boas com que nos podemos distrair mas, provavelmente, essas não são abrangidas por esta definição manhosa.
há uns tempos atrás (no início de 2008) vi, no blog de um amigo, um vídeo dum workshop (no caso, apresentado ao staff do google) intitulado de "get things done". David Allen, o autor, refere que o facto de libertarmos o nosso cérebro da tarefa de nos lembrar de fazer as coisas, é meio caminho andado para a paz de espírito (ou de mente) o que por sua vez possibilita um pensamento mais claro e linear.. mais produtividade.. em última análise, terminar as tarefas mais rapidamente, ter mais tempo.
o vídeo é longo (45 min.) mas este é mais um daqueles vídeos em que, na minha opinião, o tempo não é despendido, mas sim, investido.
quantas vezes não perdemos (mesmo) 45 minutos em pesquisas infrutíferas pela internet ou num joguinho de PES ? :)
comecem a ver, se forem como eu, vão adorar as dicas que o David vai atirando e acabam por ficar contagiados pela ideia.
se por um lado, todos sabíamos que, com organização se consegue mais tempo e maior produtividade, por outro, o David foca a origem da questão, explicando o porquê, explicando como as coisas acontecem na nossa mente e isso pode ser importante para alguém (como eu) que não gosta de apontar o que tem de fazer, perceber porque é que o tem/deve fazer.
bem, eu cá a primeira coisa que decidi, é que quero um telemóvel novo com um bom calendário/agenda, possivelmente teclado qwerty, boa ligação de dados, sincronização, sabem para quê? eu também não :P
hasta la pasta :)
9 de Fev de 2009
breve incursão bavariana
apesar de, assumidamente, ser purista jdm (japanese domestic market) no que diz respeito ao mundo automóvel (e não só), nos últimos tempos tenho andado mais ligado ao mercado europeu do que esperava.
para já, ando há uns bons meses no saab que já apresentei mas, desta vez, vou-vos contar a minha experiência com os carros da bavarian motor works mais conhecida por bmw.
apesar de ter sido uma experiência muito curta (temporalmente falando), fiz uns km's apreciáveis ao volante de duas máquinas completamente diferentes com pouco mais que o emblema em comum.
primeiro, a verdadeira máquina (que dá o real significado à palavra).. um M3 de '93 (E36) foi o bicho que me veio parar às mãos por consequência da troca com o mazda rx7 (também já apresentado).
não deu para o testar a fundo, não só porque o tive pouco tempo, mas porque já sabia que ia ser assim.. mas deu para perceber de que é feito um M3.
aquele coração debaixo do capot é qualquer coisa de espectacular, 3000cc, 286cv (mais uns pózinhos), aspiração por vácuo, 6 cilindros em linha... no início parecia que faltava qualquer coisa (e faltava mesmo), o turbo, já que estava habituado ao "kick" do rx7, mas rápidamente recordei como era um motor atmosférico.. já tinha passado por 3 joias da honda.. os b16a, famosos pelos seus 160cv em 1.6L (100cv por litro num motor atmosfério no início dos anos 90 não era brincadeira). O M3, obviamente, estava a outro nível, em todos os aspectos, mas aquele gritar da admissão às 8 mil rpm.. hmmm.. que saudádes :)
o chassis, nunca o levei ao limite, mas em algumas situações deu para perceber que o M3 não é só motor.. mas aquilo que me surpreendeu mesmo foi a máquina infernal que descobri para o drift, tão fácil de prever, tão fácil de controlar, tão fácil de recuperar.. muito bom.
o M3 E36 nunca me disse muito, principalmente pela estética, mas no fim de o descobrir como carro, os adjectivos já eram outros e acabei por gostar muito do carro.
mais recentemente e por motivos de força maior - enquanto o suéco (saab) ia ao médico - dei por mim (surpreendido) a conduzir uma carrinha bmw 320d (E90) de 2008 durante uma semana inteirinha (oh que pena.. ahah)
bastante boa no geral, o motor que, apesar de diesel, consegue ser um bocado menos amorfo que o habitual.. como diriam uns amigos: festa do binário.. sim, tem muito mesmo!! super confortável, muito agradável de conduzir mesmo..
agora, se queremos um bocadinho de brincadeira, é para esquecer. estúpidamente, não há botão para desligar o controlo de tracção e, basicamente, isso impede que haja diversão, pois nos meus breves testes, dei 3 ou 4 voltas a uma rotunda com o acelerador a fundo e a carrinha nunca fugiu minimamente.. alias, nem fugiu nem acelerou, obviamente.
qualquer dia damos por nós a querer passar pela padaria, mas como não contemplamos essa paragem no nosso percurso, somos arrastados pelo carro direitinhos para casa.. riam-se riam-se :)
e depois vem o dia do julgamento, quando as máquinas ganham a capacidade de pensar por si só e acabam com a raça humana.. ok, agora podem-se rir :D
2 de Fev de 2009
trastos em fogo
antes de mais, devo dizer que até hoje pensava que o nome dado às divisões da escala das guitarras (e outros instrumentos de cordas) era traste (com E) mas, efectivamente, é trasto (com O) como vim a descobrir enquanto tentava confirmar o termo correcto.queria também, desde já, avisar que o jogo de que vou falar é super viciante, portanto, cuidado :)
provavelmente, já todos ouviram falar do jogo guitar hero e dos derivados mais populares, rock band e sing star mas, talvez não conheçam o frets on fire.. um clone gratuito do original guitar hero, com todas as vantagens do mundo opensource... facilmente modificável, costumizável, flexível, compatível, etc, etc..

ok, não tem o ambiente de jogo do guitar hero, com uma banda 3D a tocar no fundo e uns menus todos pipis, mas a essência está lá.. e está muito boa, rápida, leve e com um número de músicas teóricamente infinito.. é que além das músicas do guitar hero poderem ser importadas, qualquer pessoa facilmente pode criar ou re-criar as músicas que quiser.
joga-se bastante bem com o teclado invertido (como na foto), mas podem usar-se os comandos (guitarras) da playstation ou da xbox com os respectivos adaptadores usb.
download (e mais info) aqui: http://fretsonfire.sourceforge.net/
e uma boa colecção de músicas aqui: http://fof.iioiooioo.com/
as melhores músicas são as originais do guitar hero pois passaram pelo controlo de qualidade de um produto comercial, coisa que não acontece com outras, criadas por fãs (do jogo e das bandas) e disponibilizadas directamente sem qualquer triagem.. em alguns casos, nem os ratings atribuidos pelos utilizadores ajudam, pois em várias situações, escolhi músicas bem classificadas (4.5+) que, nem no compasso estavam certas.
quanto ao jogo em si e, falando de um modo geral do "estilo" guitar hero, acho a ideia genial.. é super divertido, super competitivo e é daqueles jogos em que se consegue rapidamente sentir a nossa evolução...para além de tudo isto.. como guitarrista (amador), acho um exercício excelente para os dedinhos que, ao contrário dos exercícios de "guitarra a sério", são divertidos, toca-se música (ou seja, soa bem) e temos indicadores em tempo real da nossa evolução..
recomendo.. espero que gostem :)
18 de Jan de 2009
antendimento ao público
considero-me uma pessoa calma, calma até demais.. às vezes gostava de me passar com certas e determinadas situações (eheh) às quais somos, de forma imprevisível e intrusiva, sujeitos.apesar de notar alguma evolução na minha atitude relativamente à exigência de respeito e qualidade ao ser servido (e ao pagar), sou aquele tipo de pessoa para a qual está sempre tudo bem o que, apesar de não ter escolhido ser assim, considero que tem mais vantagens do que desvantagens ou, por outras palavras, mais facilmente é compensado do que o tipo nervoso e rabugento.
é, no entanto, como uma crítica à sociedade e a um ponto específico da visão estratégica e económica com que contactamos no dia-a-dia, que escrevo este texto.
digo isto porque, quando nos deparamos com incompetentes a (tentar) desempenhar funções profissionais, é porque alguém os colocou ali a representar (mal) a sua empresa, portanto, poderia atirar-se logo à partida que o próprio responsável de recursos humanos é incompetente e, por arrasto, também alguém acima o é.

naturalmente, isto é uma generalização hiperbolizada, até porque, a partir de certa dimensão, quem manda, não conhece própriamente as pessoas que trabalham para ele.. não deixa, no entanto, de haver alguma falta de controlo, controlo este, possível, por exemplo, com avaliações de satisfação.. os famosos questionários que são, com cada vez maior frequência, facultados aos clientes, a maioria deles, demasiado ocupados para criticar ou fazer a sua parte para melhorar seja o que for.
por outro lado, também é verdade que, normalmente, as empresas não chegam a grandes se não houver competência, portanto.. ok, restrinjamo-nos a pequenas empresas e estado (risos).
a realidade pura e dura é que por todo lado, seja em call centers, seja na recepção de empresas, já para não falar de serviços públicos, damos de caras com pessoas sem a mínima formação e/ou aptidão para o contacto com o cliente e para a correcta representação da entidade que os emprega, fragilizando dessa forma toda a organização, pondo em causa a competência de todos os colaboradores, sim.. porque quem contrata um incompetente, contrata dois ou três ou cem :)
se eu vou, por exemplo, a um restaurante em que se percebe que o empregado de mesa foi escolhido como quem tira um M&M do pacote, fico realmente assustado por não conhecer a pessoa que vai confeccionar a refeição.. medo!!
a situação piora ainda, se tivermos a preocupação de não ir a uma tasca qualquer e fizermos a chamada "escolha segura".. não que a tasca não possa ter qualidade, pelo contrário.. mas, o restaurante que até tinha estrelas no logótipo, esse sim, exigia-se qualidade.. frustrante!!
recentemente fui confrontado com uma situação idêntica, mas não foi num restaurante (antes fosse) e, evidentemente, estou naquele período pos-frustração-gerada-por-incompententes... mas estou calmo, estou calmo! #$#!= :P
bem.. estou farto de escrever e pouco se aproveita.. talvez desenvolva o assunto daqui a uns tempos :D
see you soon.
janela geek
apesar de se notar uma certa tendência de inversão do sentido da conotação subjacente ao conceito de geek, os detentores do título não deixam de continuar a ser vistos como "cromos" da tecnologia.a transformação que o conceito está a sofrer, no entanto, está a torna-lo em algo apetecível e até atingível pelo comum interessado em tecnologia ou mesmo por quem apenas gosta de estar na moda.
o facto é que inconscientemente, já o sou há muito tempo, já o era antes de conhecer a palavra geek e dificilmente o deixarei de ser.. (ainda bem, ou não)
é curioso como há uns anos detestava que me chamassem geek.. e agora, quando o fazem, até penso: proudly :)
vim parar a este tema porque me passou pela cabeça apresentar apenas um artigo decorativo que encontrei na web e que adorei mas, uma vez que não há muito a dizer sobre ele para além das imagens, decidi estender o texto a qualquer coisa de mais substancial, até porque, é o primeiro post de 2009.. ficam portanto, aqui no blog, os meus votos de um bom 2009 para todos.
o artigo de que falava é uma persiana fora do comum.. a foto é esta:

para os menos atentos, não há nenhuma janela ali, é apenas uma parede fechada e a tal persiana que agora, provavelmente, já perceberam que são as aletas que emitem luz e criam o efeito de janela.. bestial, não acham?
sem dúvida, mais um item para a minha wishlist :)
bjs e abr.
8 de Nov de 2008
amiga
se pensaram que vou falar de uma amiga, estão enganados, vou falar dum computador que marcou uma era mas, para não tirar toda a razão a quem se enganou em relação ao assunto, o nome deste computador nasceu mesmo da palavra portuguêsa "amiga" (female friend.. como eles dizem).o primeiro surgiu em 1985 e contribuiu (muito) para evolução do multimedia e dos videojogos enquanto não foi "esmagado" pelas gigantes que prevalecem ainda hoje (apple, ibm, microsoft).
curiosamente, estava a vasculhar uns cd's antigos e encontrei uma música que fiz já lá vão quase 10 anos.. com um tracker (Modplug) semelhante aos usados no amiga.. daí até me perder no youtube com vídeos de tracking e amigas (computadores, diga-se) foi um abrir e fechar de olhos..
encontrei uma pérola... alguns vão reconhecer e recordar, outros vão pelo menos reconhecer o génio necessário para produzir esta obra com apenas 4 canais, ou seja, 4 instrumentos simultâneos.. parecem dezenas, mas não, são só 4.. está é tudo arrumado e sincronizado de forma perfeita para produzir o resultado que está à vista (e ao ouvido).
em 1992 os senhores da digital illusions criavam estas obras de arte para a sua série de jogos "pinball" (dreams, fantasies, illusions, etc) que também puderam ser desfrutadas em PC.
hoje pode parecer mau, mas numa altura em que a generalidade das bandas sonoras de jogos era composta por beeps e bops, ouvir uma composição destas a sair pelo speaker (mono) do computador era qualquer coisa de extraordinário.
bons tempos :)
12 de Out de 2008
blind guardian
há umas semanas, o meu amigo tiago "arranjou-me" uns albuns de uma banda que até à altura me era desconhecida, os blind guardian..como banda de power metal, fiquei meio desconfiado quando começo a ouvir covers de "mr. sandman" e "surfin' usa"... mas rapidamente se percebe que estes "gajos" são mega versáteis, super equilibrados e com uma sonoridade fora de série.
além da parte mais "engraçada" dos covers, tem guitarradas super sónicas e baladas épicas fantasticas.. sempre com o metal como ingrediente, seja acústico ou com o gain bem lá em cima e com arranjos vocais muito bons a acompanhar..
aqui fica uma amostra.. espero que gostem e já agora, curtam o vídeo, também está muito bom :P
eu já sou fã!
1 de Out de 2008
adeus rotativo
há uns posts atras, falei em "meu brinquedo de eleição" e deixei a promessa de o apresentar aqui no blog..hoje foi o meu último dia como dono do dito (neste momento já não sou) e agora que estou em casa a relaxar um pouco, acabei por sentir alguma pena pela separação e decidi escrever umas linhas para ler daqui a uns tempos e recordar os bons momentos ao volante do grande :)
sem dúvida a melhor máquina que já me passou pelas mãos, motor wankel, bi-turbo, duzentos e muitos cavalinhos, baixo peso, tracção traseira e... lindo, na verdade chegou a ganhar um prémio playboy no ano em que foi lançado (ok, não sei se isto é motivo de orgulho ou de vergonha, eheh)
muita borracha gasta.. muitas curvas feitas de lado, muitos piões, muita palhaçada mesmo :)algumas experiências em locais seguros, 280km/h só para experimentar (tem calma pai, foi numa pista de aviões, ou não) :P
defeitos: pouco prático, volante à direita (from japan), consumos e... demasiado hardcore para a maria (maria é giro, chama-se rita.. muito levei eu na cabeça durante estes 2 anos).
assim, e como não é nada fácil vender um carro com estas caracteristicas, aproveitei a possibilidade de o trocar por outra máquina de valor semelhante mas muito mais procurado, na verdade, mesmo antes de ser meu, já tinha mais potenciais compradores do que tive para o mazda (oops, escapou-me) em 3 ou 4 meses.
bem, uma vez que já disse a marca, aqui fica o resto..
é (ou era) um mazda rx7 da última geração (FD), a sua produção terminou em 2002.
aqui ficam umas fotos.. vai deixar saudades





sayonara ar ex sevn :)
28 de Set de 2008
vontades
frequentemente sou invadido por fortes vontades de fazer tudo e mais alguma coisa..reajo muito ao "agora", por impulsos, por ondas..
por outro lado, estas vontades "arrefecem" com a mesma rapidez que me invadem :)
não acontece apenas com coisas novas que gostaria de experimentar, mas também com inovações de coisas que já faço ou paixões subitas por qualquer coisa que vejo.
este pensamento veio-me à cabeça em plena viagem de alcochete para o entroncamento e debitei-o em tempo real, mais ou menos nos termos descritos, ao meu amigo ivo..
na altura falavamos sobre surf e kite surf (que é uma das minhas recentes "vontades").
normalmente quando me dão estas vontades, fico de tal forma entusiasmado que chego a ser chato para os que me rodeiam por só falar disso e quase os tentar convencer de que "isso" é "a grande cena".
muitas vezes dou o passo antes da vontade arrefecer mas, mais vezes ainda, acabo por pensar o suficiente para deixar que isso aconteça..
já cheguei a pensar que faço demasiadas coisas nos tempos livres e cheguei a evitar novas aventuras por isso, provavelmente se fosse hoje, não teria dito que não.. mas lá está.. estamos sempre a aprender e voltamos àquela velha máxima: "só me arrependo do que não faço".
carpe diem :)
20 de Set de 2008
equilíbrio rotineiro
pois é, de volta à rotina laboral, à pressão, às deadlines, passagens a produção...a ocupação da mente pelos problemas do trabalho é de quase 100%, principalmente quando, ao mesmo tempo que se regressa de umas longas férias, se abraça um novo desafio.
a energia e motivação frescas empurram-nos na busca pelas melhores soluções para os problemas que vão aparecendo e não paramos de as procurar enquanto não as encontramos.
não há nada como estar no duche a pensar no bug que estivemos o dia todo a tentar resolver e por fim.. já sei.. falta um "if (str.lenght() > x)"... pff (sim.. geek)
bem.. mas esta sensação de absorção invertida no sentido oposto (uhh) basicamente consome quase todo o tempo de processamento mental livre, não deixando muito espaço para inspiração, creatividade, ideias e até disposição/vontade/tempo para confraternizar.
comecei o texto com "de volta à rotina laboral", mas isto só prova que a rotina mudou e há uma fase de adaptação a percorrer.. adaptação esta que, provavelmente, só estará concluída quando os níveis de energia e motivação descerem e estabilizarem naquilo que é o normal.
se por um lado nos sentimos bem assim, super motivados e absolutamente concentrados no dia-a-dia de trabalho, por outro lado esta absorção (quase) total, tem os seus efeitos secundários.
o que me leva a pensar que a rotina de que tanto nos queixamos é uma das nossas fontes de equilíbrio..
a solução passará por mudar de rotina sempre que estivermos fartos da actual? :)
12 de Set de 2008
death magnetic
é este o nome do novo cd dos metallica, está disponível por download para os membros platinum do mission:metallica desde as 00:01 do dia de hoje (sexta-feira) e, mais logo, estará à venda nas lojas fnac e companhia.já o ouvi (algumas vezes) e, apesar das minhas expectativas serem bem altas, a verdade é que o cd me conseguiu surpreender pela positiva.
há aqui uma clara quebra naquilo que vinha a ser a evolução da sonoridade dos metallica desde há quase 2 décadas.
desde o album com o mesmo nome da banda (também conhecido como black album), que as obras ficavam mais comerciais, mais fáceis de ouvir e gostar à primeira..
este cd, pelo contrário, não é fácil de gostar à primeira, é mais pesado, mais "trash", a música mais pequena tem mais de cinco minutos, a maior, é só instrumental e tem quase 10 minutos (9:57), nada comercial..
rapidamente se reconhece um estilo muito "master of puppets" muito old school.. não tenho dúvidas que este cd vai agradar aos verdadeiros fãs dos metallica e calar aqueles que disseram vezes sem conta que os metallica estavam acabados.
aqui deixo o video do single, "the day that never comes" que, não sendo a minha música favorita do album, não deixa de estar brutal!!.. adoro adoro adoro (chamem-me maricas)
já perdi umas horas a tentar tocar esta música.. tou quase lá.. falta a parte difícil :)
já agora, não sei se já perceberam que sou fã dos metallica.
pegando numa deixa do James no SBSR 2007 (um concerto dificilmente igualável), "we have a lot of number one metallica fans out there, right?", pois é.. eu sou um deles :)
8 de Set de 2008
por falar em backups
sexta-feira passada cheguei do trabalho, liguei o laptop e fui prendado com a agradável mensagem "unmountable boot volume" que é como quem diz.. "bye bye documentos, fotos, etc, etc..".como (com alguma imaginação) se consegue retirar do nome, "drobo" deriva de "data robot" e a sua gestão de discos e redundância de dados, torna a criação e manutenção de backups prática, rápida e segura, não só pelo facto de poder ficar acessível por rede (e com jeitinho, pela net) mas também porque nos liberta do pensamento de "estou a ficar sem espaço para backups" já que a qualquer momento se pode acrescentar um disco e/ou trocar o disco mais pequeno por outro maior sem perder dados nem sequer o acesso a eles.
3 de Set de 2008
backups fáceis e seguros

já existe há algum tempo, eu é que só a descobri agora.
o GmailDrive é uma ferramenta para windows que permite usar a conta do gmail como uma unidade de armazenamento online.
o processo é simples, a instalação da ferramenta vai disponibilizar um novo disco cujo primeiro acesso vai implicar a introdução do nome de utilizador e palavra-passe do gmail.. a partir daí é automático.
os ficheiros vão ser guardados em mensagens na nossa conta de email, com um subject específico sobre o qual se podem criar filtros para marcar estas mensagens como lidas e arquiva-las de forma automática.
acho acima de tudo, que foi uma ideia gira, bem pensada e não deixa de ser mais um espaço seguro onde podemos guardar alguns documentos e aplicações de rotina.. e tudo o resto que nos apeteça :)
relax vs pressão
sabe sempre bem uma pausa para relaxar, interromper por minutos o que estamos a fazer, sair do escritório e ir dar uma volta para esticar as pernas.. a chamada pausa produtiva.e férias? uns diazinhos na praia, umas saídas com os amigos..
não sou o tipo de pessoa que organiza e planeia o tempo de férias mas terminadas umas férias granditas entre projectos profissionais, fiquei com a sensação que podiam ter sido mais bem aproveitadas.
tudo bem, fui à praia, saí com os amigos mas foi 1 mês e meio num regime estranho, sem café, mas a entrar acordado pela madrugada em pesquisas aleatórias e às vezes completamente à deríva... resultado: acordar depois das 11h.
tinha pensado em fazer isto e aquilo e, com tanto tempo livre, acabei por não ter tempo para tudo, o que me faz pensar que não ter planos ou compromissos à vista, liberta-nos de tal forma da pressão, que nem aquela que é útil e que nos obriga a aproveitar minuto a minuto, subsiste.
mais tarde ou mais cedo, todos passamos por situações que nos levam a perceber que faz todo o sentido: "aproveita cada dia como se fosse o último".
e outra que pode ajudar a não nos esquecermos da anterior: "liberta-te da má pressão mas guarda a boa".
30 de Ago de 2008
anti-comodismo
acredito que haja empresas com filosofias diferentes mas, na generalidade, a mesma empresa que é capaz de pagar mais 40% do que a empresa actual/anterior para cativar um recurso, mais tarde, fica indiferente à evolução da pessoa e do próprio mercado, confiando no comodismo e na possibilidade da pessoa em questão não estar para se chatear e ir à descoberta de algo que pode não gostar.
não é, de todo, o meu caso e, tal como já dei de caras com coisas que não gostei, também já tive surpresas agradáveis que excederam as minhas expectativas.
é um clichê, eu sei, mas bem verdade: só me arrependo daquilo que não fiz, pois tudo o que fiz, mesmo que o resultado não tenha sido o esperado, ensinou-me lições para o futuro. (é a minha adaptação pessoal) :)
duas das minhas frases favoritas relacionadas são:
- "experiência é o que se obtém, quando não se obtém o que se queria"
- "boa análise advém da experiência, experiência advém da má análise"
desconheço a autoria de ambas.
sou paciente com todos os que me dão conselhos, mas compro apenas os sinceros, consigo, no entanto, retirar partes úteis aos outros.
não vejo vantagem em olhar para um emprego como se olha para um casamento, quem fica por cima é sempre o mesmo e, assim sendo, não vejo razão para sermos pacientes e compreensivos quando fazem asneira (da grossa).
alem disso, até podemos gostar do que estamos a fazer neste momento, mas é importante descobrirmos o que não gostamos e, mais importante ainda, descobrir se há algo que ainda gostamos mais..
eu não faço ideia do que quero fazer "quando for grande", mas vou procurando.. hei de encontrar :)
27 de Ago de 2008
old code
é giro navegar por backups antigos, encontramos coisas que nos fazem lembrar como eramos (mais) parvos na altura.. que é, efectivamente, algo que espero que este blog me proporcione no futuro :)encontrei umas coisitas que fiz há uns anos mas que ainda hoje podem ser úteis, estiveram "online" na minha página pessoal do ist mas, recentemente, lembraram-se de mandar a grande máquina "Mega" e o seu SunOS para a reforma e as páginas pessoais foram com ela, portanto, aqui ficam as relíquias.
chmac - batch script para alterar o mac address de placas de rede (wifi included). funciona no windows em inglês mas facilmente se põe a funcionar no windows em portugûes.
arpman - programa em C (ansi) para manter "saudável" a cache arp de uma máquina windows. útil para redes fortemente "envenenadas" (arp poisoning). ah.. na altura usava cygwin portanto usei o comando "clear" para limpar o ecrã (foi estúpido, eu sei), se não tiverem o cygwin, terão de criar o ficheiro clear.bat que simplesmente contenha o comando cls.
versão compilada (mingw): download
xarescan - mais um batch script, desta vez para procurar pastas partilhadas numa rede. mostra uma tabela com o IP da máquina, MAC address, nome e pastas partilhadas. funciona no windows em inglês e também se adapta facilmente para o windows em português.
já agora, o bom dos batch script (aka ficheiros .bat) é que usam apenas funcionalidades de raiz do sistema operativo, não são mais que uma sequência de comandos de sistema, no entanto, são muito limitados.. é preciso alguma criatividade.
os automóveis, os automóveis...
os anos vão passando, os carros vão ficando mais altos..os automóveis são uma das minhas paixões e, até agora, tenho tido carros baixinhos, desportivos, agressivos, rápidos...
agora apanho-me com este saab 9-3, muito civilizado, muito sóbrio, muito exclusivo.. i like it :)
o motor, é um 2.0T com 210cv e 300Nm de binário.. felizmente tem o que é preciso para puxar pela adrenalina.
fica bem longe do meu brinquedo de eleição, o qual vou apresentar mais tarde, mas afinal de contas, é um 4 portas, super espaçoso, cheio de equipamento, 5 estrelas no que diz respeito à segurança.. nem faz sentido a comparação pra dizer a verdade, ou seja, sou estúpido.
este foi o motivo para uma sessão de fotografias - infelizmente os meus skills não são os melhores.. por isso dei um jeito com o photoshop (no qual, igualmente, também não tenho grandes skills)
o resultado foi este:
25 de Ago de 2008
novos clássicos
será que alguma vez vamos chamar clássicos a jogos de computador deste século?os miúdos de há 20 anos nasceram sem computadores, viram o aparecimento dos computadores pessoais, viram os primeiros jogos serem lançados, os jogos novos (na altura) vinham numa disquete que o pai trazia do trabalho (quando vinham) e cada vez que havia um jogo novo era uma festa.
os jogos não estavam acessíveis como hoje, ninguém falava deste ou daquele jogo sem o ter, ninguém dizia: "dia 2 vai sair o Rick Dangerous II".. eles apareciam ninguém sabe de onde e de repente, todo o bairro o tinha.
São estes miúdos de há 20 anos que hoje, com a internet, dizem quais são os clássicos, de uma forma simples: número de jogadores que o jogo conseguiu apaixonar.. a verdade é que só com paixão é que algo se torna clássico.. e quem é que tem tempo para se apaixonar por um jogo de computador? miúdos!!
hoje em dia, os miúdos apaixonam-se pelos jogos de computador? computador este que é, para eles, algo banal e que já existia desde que se lembram de alguma coisa?os jogos são feitos a pensar no lucro das empresas, ninguém (ou quase ninguém) tem uma ideia genial e desenvolve um jogo a partir dessa ideia.
os jogos são desenvolvidos a partir de questionários, a partir da opinião dos miúdos em fóruns na internet, os miúdos têm aquilo que pedem, porque o podem pedir.. é fácil, para as empresas que desenvolvem os jogos, saber o que a juventude procura nos jogos.
os jogos de "sucesso" hoje em dia são os de futebol com fintas novas e com os jogadores preferidos dos jovens e os jogos de carros com mais efeitos de luz, nevoeiros e pneus de ir à lua que permitem ir sempre com o acelerador a fundo.
daqui a 20 anos, será que alguém vai falar do Pro Evolution Soccer? não me parece, aliás, hoje já ninguém fala do jogo que dominou a simulação de futebol durante largos anos, o Fifa Soccer.. são jogos que nunca serão clássicos, pelo menos nunca como um Sensible Soccer, que ainda hoje, quase 2 décadas depois, é uma referência e aclamado como o melhor jogo de futebol de todos os tempos.
as empresas apostam em re-edições "melhoradas" dos verdadeiros clássicos de há 20 anos, mas o que chega às mãos dos miúdos de hoje em dia é algo que não lhes diz nada: maus gráficos, difíceis de jogar, desinteressantes.. nada de novo.o que chega às mãos dos "miúdos de há 20 anos" (tipo eu) são jogos piores que o original pois tentam acrescentar funcionalidade mas só complicam, tiram a magia do jogo original.. "os gráficos antigos eram muito mais apelativos", "estes efeitos estragam o jogo" (lol).
bem, de volta à pergunta: hoje em dia, os miúdos apaixonam-se pelos jogos de computador? com este caudal de lançamentos? sem surpresa ou novidade? com a possibilidade de acederem a qualquer jogo a qualquer momento? à mínima dificuldade vão à internet buscar outro jogo.. ou uma cheat (batota) para passarem o nível que não estão a conseguir..
assim é impossível haver paixão e, não havendo paixão, não vai haver quem chame clássicos a estes jogos daqui a 20 anos.
24 de Ago de 2008
alcançar os sonhos de infância
soube há momentos que (já) morreu Randy Pausch, apesar de ser algo certo e anunciado, não consegui ficar indiferente à notícia.
para quem não seguiu, foi-lhe diagnosticado um cancro no pâncreas em Setembro de 2006.
o Randy inspirou milhões (inpirou-me a mim) com a sua palestra inicialmente intitulada de "the last lecture", a qual vos deixo e recomendo vivamente.
é uma mensagem fabulosa e uma lição de vida. apesar da duração de 76min, aconselho aos que não tiverem disponibilidade imediata, que marquem na vossa agenda.. vale a pena.
a sua página pessoal é http://download.srv.cs.cmu.edu/~pausch/
divagar
acontece-me imenso, começar a pensar em determinado assunto e, no desenvolvimento do raciocínio, ir parar a um pensamento paralelo do qual o anterior depende, começar a desenvolvê-lo e "sair" novamente para um novo pensamento paralelo.. indefinidamente.. acabando por não concluir o pensamento original.às vezes consigo não me perder nesta cadeia mas vou claramente contra aquilo que aconteceria naturalmente na minha mente, forçando o retorno ao pensamento anterior, já sem a dúvida que me tinha levado a sair dele.
acabo, no entanto e na maioria das vezes, por me deixar levar pela corrente de pensamentos. desta forma, tenho oportunidade para percorrer diversos assuntos desconhecidos, esclarecendo-os, muitas vezes, criando teorias para o efeito.
no mínimo poético, não? :)
adubo da vida
depois de umas dezenas de minutos a tocar guitarra... a inventar e experimentar (que é o que faço 90% do tempo que passo agarrado à guitarra), dou por mim no sofá a pensar como é que cada um é definido e moldado pela vida.obviamente que é pelas experiências (tudo são experiências) mas aquilo que eu procurava era mais que isso.
que experiências definem (ou desenvolvem) as caracteristicas de uma pessoa, que experiências fazem, por exemplo, com que uma pessoa seja curiosa?
é impossivel prevêr aquilo em que alguém se vai tornar, muito daquilo que nos define está decidido antes que alguém possa ter alguma influência mas ainda assim, penso que há experiências que estão directamente relacionadas com algumas caracteristicas pessoais..
naturalmente este pensamento desenrolou-se à volta da minha pessoa e era a origem da minha curiosidade insaciável que procurava.
não consigo deixar de pensar numa experiência da minha infância que pode ter originado isso: o Spectrum.
terá sido ele o impulsionador?
é possivel, mas como explicar o facto de ter procurado algo mais para além do LOAD "" (enter) ?
talvez por ter tido esse desafio tão cedo, tenha desenvolvido a minha curiosidade mais que o habitual ?
ou será que a curiosidade nasce com a pessoa?
terá, será, talvez...
não consigo responder sem ser com dúvidas e mais perguntas..
alguém tem uma tabela de equivalências tipo:
Experiência -> Caracteristica ?
já agora.. e parvo? alguem sabe qual é a origem?
22 de Ago de 2008
mais um blog? porquê?

na verdade já há algum tempo que estava para criar o meu blog, a ideia ganhou força quando numa entrevista de trabalho fui questionado se escrevia para algum blog (fiquei com a clara sensação que "sim" seria a resposta ideal)..
hoje (oh diabo, já são estas horas), ou melhor, ontem à tarde estava eu à janela, e por alguma razão teve início na minha mente a construção de uma opinião acerca de um assunto qualquer, uma opinião com "cabeça, tronco e membros"... ali estive eu uns 15 minutos a "falar pra dentro" e no fim pensei: isto era excelente para escrever num blog.
mais tarde, o meu amigo Helder, apresenta-me o seu blog recem criado, e eu recordei o pensamento que tivera de tarde e como era bom para descrever num blog.. pois.. só houve um pequeno problema, não fazia a mínima ideia qual tinha sido o assunto sobre o qual havia teorizado (nem agora, passadas umas boas 5 horas me lembro).
foi nesse preciso momento, que decidi, sim senhor.. siga pra bingo (ou siga pra blog neste caso).. é isto ou comprimidos prá memória :)
espero que haja inspiração para mais raciocínios de fim de tarde.. e gostava mesmo de me lembrar do assunto de ontem à tarde, caso contrário vou ter de ir buscar umas coisas (não menos interessantes) ao baú :)
então pronto, a introdução está feita, vão aparecendo..